As crises são boas porque elas abalam o nosso mundo

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Você já ouviu que “depois da tempestade sempre vem a calmaria”? Pois é, por isso tendo a crer que as crises são as melhores coisas que podem existir em nossas vidas. Isso porque elas nos deixam expostos ao inusitado, nos obrigam a sair da zona de conforto e a estarmos porosos à inovação.

Na antroposofia, como já disse, dividimos a vida em setênios. E o que marca a mudança entre elas são elas mesmas, as crises. Isso mesmo! Vou falar sobre as principais, relacionadas ao trabalho.

Aos 21 anos, sofremos a crise da identidade, na qual a gente se pergunta quem somos, o que viemos fazer. Estamos em busca de compreender o nosso próprio ser, se fazendo diferente dos nossos pais.

Aos 28 anos, temos a crise dos talentos, que é um momento onde a gente já adquiriu uma certa experiência de trabalho e aí se pergunta: “No que de fato sou bom?”. Já percorremos um caminho de experimentação e chega um momento de escolha no que é preciso se aprofundar. É hora de colocar em xeque tudo o que faz e muitas vezes seguir por um caminho diferente do que vinha fazendo ou se comprometer e focar no que tem sido feito.  

Entre os 35 e 40, acontece a crise da autenticidade, quando já foi percorrido um caminho profissional sólido. Já trabalha em algo que é reconhecido, mas não necessariamente sabe o seu lugar único no mundo. Começa uma busca do lugar verdadeiro, para viver de acordo com a essência e os valores. As obrigações começam a ser questionadas.

Dos 40 em diante, começa a despertar a vontade de transmitir aos outros aquilo que já foi aprendido, de forma a doar os frutos mais maduros e retribuir à humanidade por tudo aquilo que ganhou. É comum, nesta fase, as pessoas saírem das organizações, para trabalhar com projetos sociais.

Fique tranquilo e continue a caminhada! Saber dessas crises pode te ajudar a se localizar e compreender que elas fazem parte da vida e são importantes. É durante os momentos mais difíceis que temos acesso às nossas sombras. Podemos encará-los como uma oportunidade de olhar para o que há de fragilidade e transformá-las em fortalezas.

Se quiser entender mais sobre as diferentes fases da vida e sobre a sua própria biografia, conheça o Programa SerVir ou então o Programa Travessia para te ajudar a fazer uma transição para um trabalho com significado baseado na sua biografia. 

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